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CCNA vale a pena em 2026: a resposta honesta

por Luiz Silvério

Depende do que você quer com ela.

Essa é a resposta honesta. O CCNA não é um atalho para ganhar mais sem mudar nada no trabalho. É uma credencial que valida conhecimento técnico em redes e abre portas específicas no mercado.

Se essas portas são as que você quer abrir, vale muito a pena. Se não são, a conta não fecha.


O que o CCNA faz pelo seu salário

Os dados de salário no Brasil para profissionais com CCNA têm amostragem pequena e variam muito por cargo, empresa e localização. Não existe um número único confiável.

O que os dados disponíveis mostram é isso:

Analista de redes júnior sem certificação: R$ 2.500 a R$ 4.000 por mês.

Analista de redes com CCNA e alguma experiência: R$ 4.000 a R$ 7.000 por mês.

Especialista em redes Cisco com experiência real: R$ 6.250 a R$ 11.500 por mês, com relatos acima de R$ 12.500 em empresas de grande porte.

A certificação sozinha não move o salário. O que move é a combinação de certificação com experiência prática e com a empresa certa.

Fato é que o CCNA funciona como filtro em processos seletivos. Muitas vagas de nível pleno e sênior em redes simplesmente exigem a certificação como requisito. Sem ela, você nem entra no processo. Com ela, você está na disputa.


Onde o CCNA abre portas de verdade

NOC (Network Operations Center). A maioria das operações de rede de médias e grandes empresas exige CCNA ou equivalente. É a porta de entrada mais comum para quem quer trabalhar com redes.

Infraestrutura corporativa. Bancos, operadoras, consultorias de TI. Ambientes com roteadores, switches e firewalls Cisco. O CCNA é o mínimo esperado.

Suporte de nível 2 e 3. Quem resolve problemas complexos de rede, não só atendimento de primeiro nível. A certificação valida que você tem o repertório técnico para isso.

Vagas remotas para empresas fora do Brasil. O CCNA é reconhecido globalmente. Isso abre mercado para vagas remotas em empresas americanas e europeias que pagam em dólar ou euro.


Onde o CCNA não resolve

Se você trabalha em uma área que não tem nada a ver com redes e quer só um aumento, tirar o CCNA provavelmente não vai mudar nada. A certificação precisa fazer sentido no contexto da função.

Se você quer trabalhar com segurança ofensiva, cloud ou desenvolvimento, o CCNA pode ser um passo, mas não o principal. Há certificações mais específicas para esses caminhos.


O timing de 2026

A Cisco confirmou que o blueprint do CCNA muda em 3 de fevereiro de 2027. Quem for aprovado antes dessa data:

Certifica no blueprint atual, que tem material de preparação consolidado e histórico de resultado rastreável no Brasil.

Não precisa estudar os novos domínios do blueprint de 2027, que ainda não têm material de qualidade em português.

Quem deixar para depois do prazo enfrenta uma prova diferente, sem simulados calibrados e sem casos de sucesso recentes para referência.

Daí a janela de 2026 é especialmente boa para quem já estava considerando o CCNA.


Vale para quem está começando do zero

Sim, mas com expectativa calibrada.

O CCNA não transforma alguém sem nenhuma experiência em TI em analista de redes da noite para o dia. O certificado abre a porta. O que você faz dentro da empresa depois é o que determina a carreira.

Para quem está começando, o CCNA combinado com laboratório prático e um primeiro emprego em suporte ou NOC é o caminho mais direto para entrar na área de redes. É um investimento que se paga em 12 a 24 meses com a progressão de carreira certa.


A conta objetiva

Custo da prova: em torno de R$ 1.800.

Custo de preparação com material bom: R$ 200 a R$ 500.

Diferença salarial após aprovação em cargo de redes: R$ 1.000 a R$ 3.000 por mês dependendo da empresa e da experiência.

O investimento se paga em menos de 2 meses de diferença salarial para quem está no cargo certo. Para quem está no cargo errado, o retorno demora mais.


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Dados salariais baseados em Glassdoor (amostras pequenas, tratar como referência) e DlteC do Brasil. Salários variam por empresa, localização e experiência. Custo da prova conforme Pearson VUE, sujeito a variação cambial.